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November 7, 2010 / vitorcaldi

¿Serra, por qué no te callas?

O candidato derrotado, José Serra, parece não cansar de passar vergonha e continua em um tremendo esforço para destruir toda a sua imagem e reputação construída durante muitos anos de vida pública.

Após idealizar uma campanha eleitoral baseada no ódio, na segregação e no obscurantismo, Serra decidiu que era hora de dar vexame em território estrangeiro.

Antes de chegar à ultima do tucano, vamos relembrar alguns momentos embaraçosos da campanha PSDDbista durante as eleições de 2010:

1 – O escândalo da quebra de sigilo de Serra filha.

Serra decidiu levar ao debate político um tema policial ainda não resolvido, e tentando ligar o PT à quebra de sigilo fiscal, Serra deu seu primeiro tiro no pé. Investigações apontaram que um funcionário do Estado de Minas , Amaury Ribeiro Jr, como sendo responsável pelo pedido de quebra de sigilo. Suspeitas apontam que Aécio Neves seja o principal mentor da trama, vista a febril disputa interna no PSDB entre Serra e Aécio para decidir quem seria o presidenciável tucano em 2010.

2 – A pane no metrô.

Em setembro, o metrô de São Paulo teve um sério problema técnico que gerou um grande caos e prejudicou boa parte de seus usuários. Em uma tentativa ridícula (que, na verdade, faltam adjetivos – absurda, patética, etc) de prejudicar a imagem do adversário, a coordenadora da campanha na internet de José Serra, Soninha Francine, tentou ligar o fato à uma suposta sabotagem do PT. Tiro no pé 2. O twitter foi imediatamente inundado por hashtgas ridicularizando a ex-candidata à prefeita de São Paulo. José Serra embarcou na de Soninha e também deu a entender que a pane foi gerada por motivos políticos:

“O que eu vi ontem foi um acidente. Alguém não deixou fechar uma porta, aí as pessoas ficam com medo, apertam um botão aqui e acolá e geram problema. Eu não tenho provas, mas me pareceu algo provocado, porque nessa véspera de eleição os acidentes estão se multiplicando. É muito estranho, não corresponde à media do ano”

Infelizmente (e convenientemente) o resultado do que causou a pane só saiu após as eleições. O motivo: superlotação.

3 – O aborto.

É até triste ter que escrever isso aqui. Talvez tenha sido aqui que Serra tenha conseguido chegar ao fundo do poço, atirando toda sua história política e o “charme” do PSDB no lixo. Numa tentativa desesperada de ganhar votos, Serra se aproximou da extrema-direita brasileira (escreverei sobre isso em outro post), sendo defendido pela TFP e pelos setores mais conservadores da igreja católica. Tentar trazer as questões religiosas para o debate eleitoral tirou do PSDB o charme de partido de intelectuais. FHC, ateu declarado e patrono do partido, não se manifestou contra. O tiro no pé saiu quando Mônica Serra, que havia declarado que Dilma era a favor de “matar criancinhas”, caiu na sua própria arapuca quando algumas de suas ex-alunas apontaram que ela mesmo já havia declarado, em sala de aula, ter feito um aborto.

4 – A bolinha de papel.

Cliquem aqui

Após toda essa campanha de ódio, Serra conseguiu somente uma coisa. Gerar um clima de ódio e preconceito nunca visto em um pós eleição.

Finalmente, terminando o que comecei lá em cima, a última de José Serra foi no exterior. Não satisfeito que suas pataquadas eleitorais tenham tomado dimensões internacionais (várias matérias sobre os casos acima foram publicados no mundo inteiro, criticando o tucano), ele decidiu ser humilhado fora do país pessoalmente.

Serra, em uma palestra no interior da França. Em um país onde manifestações populares surgem dia-a-dia, lutando contra o governo neoliberal do presidente Sarkozy, Serra resolveu criticar o governo Lula, que goza de 80% aprovação no Brasil e enorme prestígio internacional. Ao tocar no ponto da política externa, Serra ouviu um estrondoso “¿por qué no te callas?

A frase proferida pelo manifestante representa muito do que nós queríamos dizer.  Serra, você cansou sua imagem durante essa campanha. Chega. Mesmo no discurso de derrota (com a enorme deselegância de ter sido feito após o de Dilma), o tucano diz que estará pronto para a próxima batalha. A entrevista de Aécio à Folha de São Paulo essa semana mostra que o PSDB está disposto a retomar sua identidade. Talvez seja hroa de Serra, se ele realmente pretende continuar brigando, se aliar de vez à extrema direita e explorar a parte neo-fascista do seu eleitorado. O ódio e o preconceito mostrado na internet após a vitória de Dilma e acontecimentos no âmbito internacional, como a vitória do Tea Party nos EUA,  dão ao tucano uma visão de que existe um campo para ser trabalhado, infelizmente.

IL FASCISMO NON PASSERA, SERRA!

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One Comment

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  1. Zoio / Nov 8 2010 10:21 am

    Acredito que esteja na hora do senhor Serra, bater um papinho em particular com o Capitão Nascimento. Olha o saco!!!

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