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November 22, 2010 / vitorcaldi

Paul McCartney – São Paulo – November 21st, 2010

Esse texto ficou muito longo e tals, então vou dividir minha saga para ver Sir Paul McCartney em capítulos. Cada link que estiver no texto, é para alguma foto mal tirada ou um vídeo tremido que fiz durante o show.

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Cap. 1 – Ticket to ride

Desde que foi anunciado que Sir Paul Macca viria ao Brasil, fiquei ansioso…principalmente por saber que seria quase impossível comprar os ingressos e que se fosse possível, os ingressos seriam uma facada. E realmente foi concorrido e com preços abusivos. Mas eu já tinha colocado na cabeça que iria no show, iria de pista VIP (que eu acho um absurdo, mas nesse caso tive que abrir exceção) e iria pagar o preciso para ver o meu maior ídolo da música bem de perto. Até que preço do ingresso não fugiu da minha expectativa. Foi bem caro, mas eu já tinha me preparado para o baque.
Depois de uma força-tarefa, dando F5 repeditamente 40 minutos antes da hora anunciada para começar a vender, consegui os sonhados ingressos para a pista VIP (ou PRIME). Aí foi só esperar até o dia 21 de novembro…

***

Cap. 2 – A day in the life
O dia 21 chegou. Finalmente!!! E como é divertido ir para um show grande. Não tô zuando não…eu realmente gosto de todo o perrengue que se passa para ir à um show enorme como o de ontem. Acho divertido e que faz parte: a fila, a coca-cola por 4 reais na porta, as brigas na fila por causa dos furões, os que cantam os clássicos em coro desafinado, etc. E nesse show especificamente, foi legal ver as famílias juntas. Pais, mães, filhos, de todas idades. Fãs de um músico que consegue atravessar gerações.
Depois de pegar a fila da pista Prime, que parecia que já tinha as 7 mil pessoas estipuladas para esse setor, fiquei um pouco desanimado. Assim que passamos da catraca, saímos correndo e fomos parados por um grupo de bombeiros dizendo: Não corra. Corremos após passar os bombeiros e um grupo de organizadores nos parou: Não corra! Corremos mais rápido ainda passando os organizadores e os PM’s nos detiveram: não corra! Passando os PM’s corremos em direção ao palco e foi lindo o que vimos. Estávamos muito, muito perto. Seria possível ver o mito de perto.

***

Cap 3. – Sitting in the stand of the sports arena…
Pior que esperar na fila é esperar lá dentro. Você já tá lá – Vamos começar galera – mas ainda tem boas 4 horas para esperar. Sentado, percebi que conforme o povo fosse levantando, ficaríamos muito perto. E assim foi. Quando vi, estava ao lado de pessoas que estavam entre as primeiras na fila da pista prime. Chegar 4 da manhã não adianta muito não.  Ao nosso redor, como eu disse anteriormente, desde crianças até velhinhos. Fiquei um pouco preocupado no começo pq fiquei atrás de uma senhora com um corte de cabelo nada ortodoxo. Mas sabia que durante o show ia dispersar, então não me preocupei tanto (apesar de que esse poodle volta e meia ficou na minha frente). Tiazinhas com tatuagens dos Beatles, jovens com roupas do Sgt. Peppers… essa era a expectativa pro show.

***

4 – Rock show!
A noite foi caindo e o gigantesco telão começou a exibir uma bonita animação (é do mesmo cara que fez a introdução do Rockband?) mostrando toda a trajetória de Paul. Desde os Beatles, passando pelo Wings, carreira solo, etc. Não só Paul protagonizava as imagens, mas também todos os outros Beatles e artistas influentes (e influenciados) em sua carreira. Essa exibião, apesar de bonita, era angustiante. 20 minutos aproximadamente, que só nos deixavam mais ansiosos para ver o Sir entrando no palco. Contudo, a importância dessa apresentação é simples: mostrar para o público (ou para aqueles que já não sabiam disso) que eles vão presenciar o espetáculo de uma lenda. Que eles estarão diante de um dos maiores artistas pop de todos os tempos. (“um dos” para ser politicamente correto).
Com 5 minutos de britânico atraso, Sir Paul McCartney entra no palco. A histeria toma conta de platéia e inclusive de mim. Deu pra imaginar como se sentia uma garotinha americana no Shea Stadium em 1965. Abrindo com a belíssima Venus and Mars, a música parecia dizer o sentimento de todos que estavam ali esperando por aquele momento – “Sitting in the stand of the sports arena, waiting for the show to begin…”. Clássicos do Wings embalaram os primeiros momentos do show, e após Venus and Mars veio Rock Show e Jet.
Não vou descrever música por música, pois se eu tivesse que contar aqui o sentimento em cada música, esse texto que já tá grande, ficaria impossível de ler!
Posso dizer que foi emocionante ouvir músicas como Blackbird e que meus olhos encheram de lágrima durante The Long and Winding Road. Nunca entendi aquela cosia de chorar em show. Mas ontem cheguei bem perto disso.

***

Cap 5. – And in the end…
Paul McCartney faz mais que um show. Durante as quase três horas de apresentação eles coloca 64 mil pessoal em transe, em um coro nos refrões, falando frases completas em português. Arrancando sorriso até dos mais chatos ao dizer com aquele sotaque engraçado coisas do tipo “Essa música é para minha gaTCHInha Linda. Mas também é para todos…namoRRRRados!”. Tem como não gostar desse cara? E a homenagem à George Harrison, tocando uma versão de Something totalmente simples. Só Paul e seu ukelele, quando no solo a banda entra devastadora e o rosto do Beatle caçula é exibido no telão.

Uma coisa realmente legal que os fãs fizeram em São Paulo foi destribuir bexigas brancas na porta e combinou-se de enchê-las durante a execução de A Day in The Life e jogá-las pro alto durante Give Peace a Chance. Eu achei que não ia funcionar, mas funcionou. Quando isso aconteceu, não só a plateia ficou emocionada, mas até o próprio Paul.
Depois de minutos de “Nananana Hey Jude!”, dois bis, o público não queria ir embora. Mas a música The End mostrava que o show tinha realmente acabado. “And in the end…the love you take…is equal to the love..you make”.
Paul é mais que um cantor. É mais que um artista se apresentando. Ele rege o seu público, cativa, encanta e faz todos saírem de lá satisfeitos, pois sabem que estiveram presentes num momento histórico e inesquecível. Tenha você 60 anos, 30, ou 15.
Seria absurdo eu dizer que valeu “pagar cada centavo” pelo caro ingresso da pista VIP. Não tem como dar um valor exato à essas coisas. Quanto vale realizar um sonho?

ps: Criei um album com algumas fotos: http://www.flickr.com/photos/56223389@N07/sets/72157625448665484/

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4 Comments

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  1. Bruna Centurione Tetti / Nov 22 2010 8:53 pm

    Obrigada Paul!

  2. Dani Viegas / Nov 23 2010 9:56 am

    foi a coisa mais legal q eu já vi na vida.

  3. Silvia Siriani / Nov 23 2010 12:57 pm

    Me emocionei com o seu relato, Vitor! Você tem toda razão! Sonhos realizados não tem preço!!! Bjs!

Trackbacks

  1. Adeus ano velho… « Blog do Caldi

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