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August 8, 2011 / vitorcaldi

Indignez-Vous!

Ontem, andando por uma livraria, vi um livreto que me chamou a atenção pelo título. Em letras pretas enormes lia-se “Indignez-Vous!” ou seja, “Indignem-se”. O peguei na mão, comecei a ler e vi que era uma leitura não muito difícil. Para mim, que estou aprendendo francês, era um prato cheio.

Cheguei em casa e procurei sobre o livro na internet e eis o que encontrei e as minhas opiniões depois de ler:

O livro foi escrito por um senhor de 93 anos, que foi parte do Conselho Nacional da Resistência, lutando contra a invasão nazista na França. Indignez-Vous (ainda sem tradução para o português) aponta inicialmente para os problemas atuais da França. É o motivo principal do livro a preocupação do autor para a atual política imigratória francesa, o recuo dos direitos civis alcançados ao longos dos anos, a diminuição do alcance da seguridade social, etc.

Stephane Hessel, o autor, conta como esses direitos e essa seguridade social foram conquistadas pós 1945, e como os jovens da França (e do mundo) de hoje devem se engajar, lutar e, principalmente, se indignar para que essas conquistas não sejam perdidas em nome do liberalismo econômico e dos mercados financeiros.

O senil ex-diplomata afirma que a pior das atitudes é, sem dúvida, a indiferença. “Cherchez et vous trouverez” (Procure e você achará) afirma o Hessel. Razões para indignação não faltam.

Umas das principais razões de indignação para ele hoje é a questão Palestina. Todo o engajamento, contudo, deve ser feito de forma pacífica, defende o autor. Mesmo dando razões para que o terrorismo seja compreensível, ele não está de acordo com a forma violenta de luta. Na última parte do livro, o autor mostra os motivos para uma “insurreição pacífica”.

O livreto, de 30 páginas apenas, virou um fenômeno literário na França e caiu como uma bomba. Um livro que tinha tudo para ser um desastre (escrito por um senhor de 93 anos em forma de manifesto e sem uma escrita rebuscada) acabou se tornando um importante alerta para a juventude francesa.

Mais do que um pedido de engajamento, o livro é um alerta ao crescimento da extrema-direita na Europa e a perda de direitos sociais. Um aviso vindo de alguém que viveu os horrores do nazismo e dos governos totalitários. Que esse livro seja lido por toda a Europa. Que incite movimentos pacíficos de revolta, como o que acontece na Espanha.

“Criar é resistir – Resistir é criar”

Para quem quer ler, aqui está o link:  http://www.millebabords.org/IMG/pdf/INDIGNEZ_VOUS.pdf

Traduções livres em espanhol e inglês já podem ser encontradas na internet.

July 25, 2011 / vitorcaldi

Bye, Amy!

Nesse sábado Amy Winehouse entrou para a lista de rockstars que morrem aos 27 anos. Nesse seleto grupo também estão nada menos que Jim Morrison, Janis Joplin, Jimi Hendrix e outros.
Amy teve em sua curta carreira apenas dois discos.

O primeiro promissor e o segundo um sucesso estrondoso. Back to Black emplacou no mínimo 5 músicas nas paradas de sucesso e foi o disco mais vendido de 2007. Nesse album a cantora trouxe a tona uma sonoridade mais “roots” e adotou aquele penteado que a tornou característica.

Com a exposição e o sucesso, Amy se tornou alvo fácil de paparazzi e todos os seus escândalos e excessos estampavam as primeiras páginas dos já exagerados tablóides ingleses. Nesses 5 anos desde o lançamento de Back to Black tivemos a oportunidade de ver Amy usando todo tipo de droga. Desde alcool até crack. As suas loucuras e bizarrices viraram motivo de piada e até um site foi criado para que se tentasse acertar a data certa da morte da cantora (será que alguém acertou?).

A morte veio, como era de se esperar. Apesar de ainda não ter nenhuma divulgação da causa real da morte, imagino que todo mundo sabe o motivo.
Agora, esse post aqui é para defender uma coisa cruel que eu penso: ela morreu na hora certa!
Claro, o ser humano Amy Jade Winehouse, que tinha pai, mãe, amigos, etc, é uma perda. Para essas pessoas, não para mim. O que interessa pra mim e para a maioria das pessoas é Any Winehouse como artista. Essa sim eu sinto uma pena perder uma mulher tão talentosa. Back to Black é um discaço, que não cansa mesmo ouvindo do começo ao fim no repeat. Agora, o que eu quero dizer é que ela foi na hora certa, é que Amy chegou num estado em que nada mais poderia sair dalí.

Como vários outros grandes artistas, ela chegou num ponto em que todo mundo esperaria algo dela e esse algo simplesmente não viria. Eu imagino que se ela tivesse se recuperado das drogas, logo lançaria um cd de capa branca (oposto ao Black) e com um título algo como “Reborn!”. Fico feliz que você não tenha passado por isso, Amy. Vamos lembrar sempre de você pelo groovy e pela voz poderosa que conhecemos nos seus dois únicos disco. Sim, é melhor ir cedo com algo bom do que se arrastar produzindo porcaria. Resumindo, citando o filósofo Neil Young: It’s better to burn out than to fade away.

 

July 18, 2011 / vitorcaldi

Falando “certo”…?

Looked dead, didn’t I?

É, tudo indicava que esse era mais um blog que iria para o limbo. E provavelmente vá. Mas depois de alguns meses, aqui  estou.

O que me inspirou a escrever esse texto foi uma coluna que li na Caros Amigos desse mês do escrito Marcos Bagno (autor de O Preconceito Linguístico – http://pt.scribd.com/doc/6313101/PRECONCEITO-LINGUISTICO-Marcos-Bagno).

O texto leva o título de “Falar Brasileiro” e aponta as imposições que colocamos no falar “certo” e falar “errado”. Nossa concepção do idioma é construída por uma noção de que certa forma gramatical é certa e outra errada. O que é definido como a forma certa é um produto do que as elites decidiram como correto. Não é de se admirar que a “forma culta” do português impõe uma (com o perdão da palavra nada culta) caralhada de regras que, pela utilização ou não dessas regras, faz-se uma divisão social. O domínio pela linguagem é algo evidente, quando vemos um político fazendo um discurso ou um juiz dando uma sentença, abusando de palavras difíceis, que ninguém entende nada e ninguém tem coragem de discordar. (Já que nem entendeu mesmo). A vontade que dá mesmo é gritar “Fala direito, ô arrombado!” .

A nossa língua é muito mais do que a “forma certa” que tentam nos empurrar. Não estou defendendo que sair por aí cometendo atrocidades com o idioma é o correto,  mas antes de julgar a inteligência de alguém pela linguagem usada, deve-se levar em consideração o porquê daquela pessoa estar usando determinado tipo de linguagem.

A restrição de uma “única” forma certa da língua é, além de um meio de domínio social, também uma forma de restringir nosso pensamento.  Se certa coisa se diz de tal forma e quem dizer de outra forma será ridicularizado, estamos nos levando para caminhos Orwellianos da Novafala.

 

“O objetivo da Novafala não era somente fornecer um meio de expressão compatível com a visão de mundo e os hábitos mentais dos adeptos do Socing, mas também inviabilizar todas as outras formas de pensamento. A idéia era que, uma vez definitivamente adota a Novafala e esquecida a Velhafala, um pensamento herege – isto é, um pensamento que divergisse dos princípios do Socing – fosse literalmente impensável, ao menos na medida em que pensamentos dependem de palavras para ser formulados.(…)

Para tanto, recorreu-se à criação de novos vocábulos e, sobretudo, à eliminação de vocábulos indesejáveis, bem como a subtração de significados heréticos e, até onde fosse possível, de todo e qualquer significado secundário que os vocábulos remanescentes porventura exibissem. Vejamos um exemplo. A palavra “livre” continuava a existir em Novafala, porém só podia ser empregada em sentenças como: “O caminho está livre” ou “O toalete está livre”. Não podia ser usada no velho sentido de “politicamente livre” ou “intelectualmente livre”, pois as liberdades políticas e intelectuais não existiam nem como conceitos, não sendo, portanto, passíveis de ser nomeadas”.

(ORWELL, 1984, p. 348)

Que a língua esteja sempre em transforação e viva os neologismos!

April 18, 2011 / vitorcaldi

Virada Cultural 2011

Todo ano é a mesma coisa. Anunciam a Virada Cultural e nego começa a falar do perigo e da “maloqueirada” que frequenta o evento. Eu, pela terceira vez fui, e dessa vez saí no prejuízo. Além de não ter conseguido ver o show dos Misfits, que foi o principal motivo de ter ido, ainda tive meu celular furtado (e isso já tá me dando uma dor de cabeça…). Porém, não tem como condenar o evento não. Dos problemas que fiquei sabendo, principalmente no show do Misfits, não temos como culpar a realização do evento. A briga que saiu no show, segundo disseram, já havia sido marcada anteriormente por carecas e punks. Um show de uma banda renomada como o Misfits, de graça, ia levar todos os “roqueiros” de São Paulo. Lá via-se desde fãs do Misfits caracterizados até outros com camisas do Iron Maiden. Ou seja, tava todo mundo lá para ver uma banda famosa. Não tinha como não dar merda.

Agora, o que eu acho um absurdo, é nego por aí falando tão mal da Virada Cultural e reclamando que o evento deveria acabar. Eu, pelo contrário, acho que a Virada deveria acontecer mais de uma vez no ano! Mesmo que não fosse possível fazer frequentemente um baita evento como é o anual, mas que se fizesse numa escala menor mais vezes e um enorme por ano. A programação da Virada está cada vez melhor e cada vez mais completa. Esse ano atendeu até mesmo o público nerd, que pode jogar RPG no meio do Anhangabaú.

Quanto à segurança do evento, eu sinceramente não vi grandes problemas. Claro que um lugar com um monte de nego bêbado, sempre haverá um espírito de porco, mas nada realmente grave. Eu, que tive meu celular furtado, não vejo isso como problema do evento ou do “público que frequenta”. O furto aconteceu lá, mas poderia ter acontecido no metrô, num show pago, no estádio ou em qualquer lugar que tivesse aglomeração.

Aos que criticam tanto a Virada Cultural, só posso lamentar a atitude. Devemos exigir que cada vez mais tenhamos oportunidades como a Virada Cultural, pois o acesso à cultura, música, diversão e arte não deve ficar somente para quem tem 300 reais para pagar num show.

March 21, 2011 / vitorcaldi

MORTAL KOMBAT!

Aproveitando para tirar o pó desse blog, vamos falar do novo Mortal Kombat.

A demo do jogo já está disponível para download na PSN Store e olha, vale a pena. Depois de dar uma sumida, a série promete voltar com tudo. Na verdade, não foi só Mortal Kombat que sumiu, mas os jogos de luta em geral. Mesmo as outras franquias foram perdendo força e agora buscam recuperar o espaço em um mundo de games cada vez mais complexos, realistas e com pouca oportunidade para os bons e velhos “jogos de luta”.

Street Fighter voltou com o já hit Street Fighter IV e a Capcom ainda promete com Marvel vs Capcom 3. Já outros monstros do gênero ficaram realmente pra trás. Quem jogou o último The King of Fighters deve provavelmente ter ficado no mínimo triste com o péssimo jogo apresentado.

Mas voltando ao Mortal Kombat, desde o MK 4, do Playstation 1, o jogo não emplacava nada realmente importante. Alguns joguinhos na geração do Play2, mas nada comparado ao estrondoso sucesso da era 16 e 32 bits. O jogo na verdade perdeu um pouco da identidade e é isso que o novo Mortal Kombat promete resgatar.

O jogo tem gráficos excelentes, cenários em 3D, mas a luta é em 2D, no bom e velho estilo “voadora + rasteira”. Se o primeiro jogo chocava pela intensidade das cenas de violência, sendo banido em alguns países (ou com o Kano enfiando a mão do peito e não arrancando nada, no Brasil) o novo Mortal Kombat pode até não chocar, já que hoje pouca coisa realmente joga, mas o banho de sangue está maior do que nunca. Durante a luta, litros e litros de sangue vão se espalhando pelo cenário e cobrindo os lutadores. Uma novidade que também impressiona é o “X-Ray”, em que golpes que quebram ossos do adversário são mostrados em câmera lenta e com raio-x no osso que está sendo partido.

A Demo oferecida permite escolher entre quatro lutadores clássicos: Johnny Cage, Sub-Zero, Scorpion e Mileena. Aliás, no que diz respeito à personagens, a grande novidade para o Play 3 é Kratos, estrela de God of War e que tem uma personalidade que combina bem com o clima de Mortal Kombat. Todos lutadores apresentam um sistema de combo muito interessante, não sendo muito complicado aplicar uma boa sequência.

Para quem era viciado no jogo na década de 90, essa nova versão promete ser uma boa chance de reviver o clássico, mas adaptado aos dias de hoje.

Brutalidade em full HD.

CHOOSE YOUR DESTINY!

February 17, 2011 / vitorcaldi

Você tem celulá?

            Ok, depois de uns dias de hiato, voltemos com esse blog. O assunto do dia é: celulares, planos, operadoras. Isso é pra deixar um mameluco da vila Maria bem confuso. Mas vamos ver.

            Fui cliente da TIM por 7 anos, até que decidi entrar nessa brincadeira chamada “interwebs no celular”. O meu celular antigo, cujo diferencial era o toque polifônico, óbviamente não estava apto para tal tecnologia e, por esse motivo, pedi um novo aparelho à TIM e a adesão do plano. Para minha surpresa (nem tanta) eles não davam o aparelho, coisa que sempre fizeram. Eu já sabia disso na verdade, pois minha namorada teve o seu celular roubado e, pedindo um novo pra TIM, teve o pedido negado e teve que mudar pra Claro. Putinho com a TIM e com a Claro abrindo as portas, fui pra lá.

            Cheguei na Claro, fui bem atendido (na loja, claro) e o moço me ofereceu um celular bem muderno por um preço bacana, desde que eu aderisse à um plano tal por 1 ano. Aceitei, pois era bem parecido com o que eu tinha na TIM, mas com a “vantagem” de ter a internet. A vantagem da internet era um pacote de 100MB. Pensei: Como vou usar somente para twitter, facebook, ver um e-mail aqui e outro alí, não será um problema. Qual foi então minha surpresa quando quatro dias depois de aderir ao plano recebi uma informação de que eu já havia usado 100% do meu pacote de dados! Oh, crap! Comecei a procurar alternativas à Claro, pois ainda era tempo. Eu devolveria o aparelho (oh =/ ) e faria um plano em outra operadora qualquer e compraria um aparelho novo. A TIM insistia na teimosia de não dar aparelho, e a VIVO até tinha uns planos bacanas, mas 0,01% das pessoas que eu conheço usam Vivo. O que eu economizasse na internet, gastaria a mais no telefone. Após matutar, vi que o jeito era aumentar meu pacote de dados da Claro de 100MB para 1GB, fazendo com que minha conta ficasse o dobro do que eu pagava na TIM. Como minha namorada disse, se quiser a internet no celular, tem que pagar por ela. Ok, fazer o que, em 4 dias já viciei nesse troço.  No fim das contas, se somar o ano todo, fica mais em conta eu aumentar meus dados com a Claro e manter o aparelho (fora as vantagens que ganho para trocar por outros aparelhos, entradas de cinema, etc).

            To escrevendo isso tudo para choramingar sobre como é duro querer ter tais tecnologias morando no terceiro mundo. Primeiramente, em um país mais desenvolvido, em qualquer lugar é possível se conectar por Wi-Fi. O 3G deve ser até pouco usado por lá. Aqui, é dureza achar um sinal Wi-Fi…e quando se acha, é bloqueado. Restaurantes, bares, etc, protegem o sinal Wi-fi como se você estivesse pedindo pra dormir com a mulher do dono. Pedir pra usar o Wi-FI em um lugar é tão embaraçoso quanto pedir pra usar o banheiro do lugar. Assim como um lugar que espera atriar clientes, o banheiro deveria estar lá, disponível, o Wi-fi deveria ser igual. Pouco a pouco vamos mudando essa mentalidade. Não precisamos ir longe para ver que essa resistência ao Wi-FI é besteira já que na Argentina, 90% dos lugares que fui tinham o sinal aberto. Era uma alegria. Até mesmo restaurantes pequenos, de bairro.

            Após ficar chocado com a velocidade com que meu plano evaporou, perguntei para uma amiga que mora nos EUA (e a primeira usuária de Android que eu conheci) como era o plano dela e se consumia tão rápido. Óbvio que eu nem pensei que a resposta seria que o plano era ilimitado. Duh, que tonto que eu fui. E olha que lá eu imagino que ela não precise pagar uma nota preta pra poder brincar de facebook em qualquer lugar.

January 24, 2011 / vitorcaldi

Everyone plays!

Esse fim de semana decidi por a mão no bolso e comprar uns créditos para usar na Playstation Network. Por U$ 2,99, peguei o jogo Angry Birds, que já vem fazendo bastante sucesso nos IPods, IPhones e IPads da vida. O jogo é de uma simplicidade absurda. Você tem uma porção de pássaros (que estão realmente com raiva) e com esses pássaros precisa acertar alguns porcos de uma fazenda. Para destruir os porcos e as barreiras que os protegem, você dispõe de várias “armas”. Um pássaro explosivo, um que se divide em três, etc. Em uma era onde a indústria de games já superou Hollywood em termos financeiros, e onde os jogos ficam cada vez mais elaborados, é impressionante como um joguinho desse pode viciar. O resultado do download de Angry Birds foi horas de jogatina em que eu e minha namorada tentamos livras os pássaros dos tiranos suínos.

A simplicidade as vezes é esquecida e as produtoras de games estão tão fissurradas em criar roteiros absurdos, gráficos absurdos e tudo mais e esquecem de algo primordial nos video-games: a diversão.

Claro que jogos que parecem mais um filme, como Heavy Rain, são muito bem vindos. Esse jogos é uma obra de arte. Contudo, as vezes bate uma saudade de quando o video-game não tinha um sistema operacional. Era só pegar a fita (ou cartucho, como alguns dizem), colocar no seu Super Nes e sair jogando Super Mario World. Pulando nas cabeças da tartarugas para salvar a princesa. Se a fita não pegasse, não precisava levar na assistência técnica e não era problema no software não sei do que não sei das quantas. Era só assoprar. Se não funcionasse, era só passar cuspe (só eu fazia isso?). Com o aprimoramento de gráficos e possibilidade de criar roteiros complexos, os jogos foram se distanciando das crianças.

Eu, nos meus 5 ou 6 anos, pegava meu Phantom System para jogar Contra ou Double Dragon. Não consigo imaginar uma criança ligando o já complicado sistema do Playstation 3 para jogar um mais complicado Metal Gear. Ainda mais se o pimpolho for um brasileirinho que ainda não fala inglês (hoje jogar um desses jogos sem a mínima noção de inglês deve ser realmente complicado). O Nintendo Wii conseguiu trazer um pouco de volta o video-game para todos. A diversão não fica mais só para os gamers hardcore e aos poucos opções para jogadores menos xiitas aparecem. Mesmo jogos que exigem um pouco mais de habilidade do que o tênis do Wii Sports são bem vindos, como os jogos de música estilo Guitar Hero, Rock Band, etc.

Uma nova geração de jogos aparecem para abrangir esse mercado. O susto que a Big N deu na Sony e Microsoft fizeram essas gigantes repensarem que o video-game é, antes de tudo, diversão, e os lançamentos de Move para o PS3 e o Kinect para o X-Box servem para provar isso.

Não entendam esse post como nostalgia ou saudosismo. Muito pelo contrário. Adoro novos jogos e fico embasbacado com jogos bonitos como o Heavy Rain ou Read Dead Redemption. Mas também acho legal um jogo que tenha o simples dever de divertir.